O mundo de JPFOX. Tecnologia do Blogger.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A mística dos números nas camisas dos clubes de futebol

O Santos Futebol Clube tinha antigamente um tal Edson de apelido Pelé que jogava muito. Aliás, muito ainda é pouco para tudo o que ele fazia. Nenhum santista consegue se esquecer daquele camisa 10.


O Botafogo Futebol e Regatas tinha um tal Mané, conhecido também como Garrincha que abusava de seus marcadores. Os laterais não viam a cor da bola. Nenhum botafoguense consegue se esquecer daquele camisa 7.


O Clube de Regatas do Flamengo tinha também no passado, um jogador de nome Artur, apelidado de Zico que era simplesmente um gênio. Sua categoria e sapiência com a bola eram impressionantes. Nenhum flamenguista consegue se esquecer daquele camisa 10.

Citei três casos clássicos do futebol brasileiro. Poderia relatar inúmeros. Mas o por que disso tudo? Não pretendo falar exclusivamente dos jogadores, pois não acompanhei de perto a carreira de nenhum deles. Quando Pelé e Garrincha jogavam eu ainda não tinha nascido e enquanto Zico desfilava pelo “Maraca’, eu fazia peripécias normais a todas as crianças. Enumerei estes três ícones do futebol brasileiro para mostrar a força que os números de suas camisas tinham no imaginários dos torcedores e que infelizmente ideais “marketeiros” estão fazendo-nos esquecer.

O que vemos hoje nos times brasileiros é uma overdose de números esdrúxulos e descabidos. Jogador com camisa número 43, 33, 27, 29 e por aí vai. Esta situação começou com os clubes europeus e foi seguida por nós. Claro, temos que seguir tudo que vem do velho continente, nem discutimos se é bom ou ruim, simplesmente seguimos.

Em competições como Copa do Mundo, Taça Libertadores, Liga dos Campeões e etc, tudo bem, pois são competições mais curtas e que os jogadores não trocam tanto de equipe. Agora trazer isso para o cotidiano dos clubes, ou seja, para ser um número fixo, aí já é demais.

Onde está atualmente aquele meia habilidoso que veste a 10? Ou o centroavante goleador camisa 9? Nem mesmo o goleiro foi poupado. Daqui a pouco o lateral-esquerdo vai jogar com a número 1 e o goleiro com a 6. Não vai demorar muito.

Esta discussão pode ser considerada tola por alguns, mas os verdadeiros amantes do futebol sabem do que falo. Não se trata de uma opinião provinciana, mas sim da manutenção de uma cultura que o próprio torcedor alimentou durante todos estes anos. Tenho certeza que muitos tem saudades do goleiro camisa 1, dos defensores utilizando a 2, 3, 4 e 6, os meio-campistas com a 5, 8 e 10 e os atacantes com 7, 9 e 11. Será que é pedir demais? Eu acho que não.

Já imaginou Pelé, Garrincha, Zico ou outros craques jogando com uma dessa? Seria bem estranho.

12 COMENTÁRIOS:

Postar um comentário

Deixe seu comentário.
Enriqueça a discussão.

Caso deseje divulgar seu site e/ou blog, utilize a opção OpenID.

O seu comentário é muito importante.

Related Posts with Thumbnails

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO