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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O efeito TROPA

Este não é um post com críticas, opiniões e/ou argumentos para que você assista ou não ao filme. Se era seu intuito encontrar isso aqui pode parar de ler. Na verdade ainda não assisti ao segundo filme da saga de Capitão Nascimento e companhia. Oportunidade não vai me faltar. Falam por aí que é muito bom e alguns o apontam como melhor que o primeiro.

O porque do título do post é explicado quando assistia ao programa "Estúdio I" da Globo News. Lá um dos atores do filme (Sandro Dias - chefe da milícia), falava do impacto que o filme dá nas pessoas quando das cenas mais fortes. Dizia ele: "as pessoas sabem que acontece tudo isso, que o mundo é desse jeito e mesmo assim se surpreendem". Aí chegou no ponto que queria tocar. Por que nós assustamos quando vemos coisas que estamos cansados de saber que é verdade? Será por que fingimos estar fora deste contexto? Será a certeza de que coisas assim só acontecem com os outros e não conosco?

Policiais corruptos, milícias controlando as comunidades e cobrando por isso, políticos desonestos, assassinos frios à solta, traficantes mandando mais que o Estado, crianças pedindo esmola no sinal, sequestradores seguindo nossos passos, estupradores à espreita, ladrões pulando os muros, etc. Tudo isso já existe há muito tempo e nós sabemos bem que é verdade. É preciso vir um filme para abrir nossos olhos? O novo cinema brasileiro ganha cada vez mais espaço, pois está sendo um canal de suma importância para a abertura dos olhos brasileiros frente à sua realidade. Olhos estes que andam vendados e que veem somente o que querem. Que fogem quando o perigo se aproxima, mas não movem uma palha para mudar nada.

Sinceramente estou louco para ver Tropa de Elite 2, mas vou procurar já ir munido de sangue frio e olhar crítico de que tudo que vou ver é a mais pura verdade e não ficar fazendo cara de espantado e pensando que moro na Dinamarca ou Noruega e nunca vou ser atingido pela "bala" da sociedade atual. Uma "bala" que além de ferir, nos faz abrir os olhos para a vida que vivemos. Uma "bala" que não precisa de arma. Atualmente esta "bala" é encontrada no cinema mais próximo da sua casa.


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sábado, 23 de outubro de 2010

O jeito mineiro de ser...

Certo dia em uma conversa com uma professora de Português lá da escola, notei que apesar de ser letrada e grande conhecedora da norma culta, a mesma "derrapava" em alguns termos sem se dar conta que falava errado. No momento tomei um certo susto, mas não a indaguei. Depois pensando mais sobre o assunto e notando todos a minha volta, percebi que seja qual for o grau de estudo ou classe social de nós mineiros, grande parte se expressa quase que da mesma forma. Parece ser algo mais forte. Parece não. Me atrevo a dizer e ser achincalhado por muitos que isso é a mais pura verdade.

Tal coisa acontece até mesmo com os mineiros que se afastam do estado por algum tempo. O sotaque prevalece. Gaúchos, nordestinos e outros também tem esta peculiaridade, mas como o mineiro acho não haver igual, pois nós não criamos outros termos e palavras, nem tomamos emprestado de outras línguas, mas sim tentamos falar o nosso português só que de outra forma: cortando as palavras, juntando duas ou três e assim por diante.

No vídeo abaixo você confere alguns destes casos e de quebra vê uma mineirinha muito gata (você vai saber qual quando a ver).

Inté!!!!!!!!!!


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Receita de amor no longinquo ano de 1856

O Brasil Império vivia o longinquo ano de 1856. Chegava às bancas o tradicional calendário da época chamado "Folhinha de Variedades para o anno bissexto de 1856". O anuário trazia informações sobre o Imperador Dom Pedro II, citava todos as datas comemorativas do Brasil, as fases da lua, entre outras coisas. Mas o que chamava a atenção dos leitores e mais ainda dos enamorados eram as dicas amorosas da época. Dentre elas pode-se citar o guia para saber qual flor comprar à mulher amada. Essa compra podia variar conforme o tamanho e tipo do seu amor.

Confira alguns exemplos:

Rosa branca - amor oculto
Cravo - amor fiel
Mirto - amor capaz de sacrifícios
Violeta - amor calado
Amarantho - amor puro
Flor de laranja - amor faceiro
Perpetua - amor alegre
Rosa encarnada - amor fogoso
Alecrim - amor ciumento

Quem dera um amor pudesse ser nos dias de hoje descoberto e refletido pelas flores que a amada recebe. Este guia foi criado num tempo em que andar de mãos dadas e passear pela praça era o máximo que podia acontecer num encontro e que o sexo só se realizava quase que com certeza após o matrimônio.

Hoje as floriculturas estão mais ou menos esquecidas. Dá-se mais valor à um presentes vultuosos do que uma singela lembrança como uma flor que poderá revelar um amor, seja qual for este amor.

Fonte: Revista da História da Biblioteca Nacional - Maio de 2010

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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Boleiros ganham espaço na política

O eleitorado parece mesmo estar disposto a mudar a cara da política brasileira. Com escandâlos e mais escandâlos envolvendo os políticos "tradicionais" e/ou "convencionais", o povo a cada eleição coloca no poder forças emergentes e novatos. Desta vez teve destaque o grande número de votos que tiveram alguns jogadores de futebol.

Veja alguns desta lista:

Romário: Deputado federal pelo PSB-RJ, com 146.859 votos

Marques: Deputado estadual pelo PTB-MG, com 153.225 votos

Danrlei: Deputado federal pelo PTB-RS, com 173.787 votos

Bebeto: eputado estadual pelo PDT-RJ, com 28.328 votos

Antes deles Túlio Maravilha, Reinaldo de Lima, João Leite, Roberto Dinamite (eleito mais uma vez), entre outros foram jogadores alçados ao poder por seus torcedores. O futebol e a política cada vez andando mais juntos.

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