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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Comemorar mortes como gol do time do coração

O gol é o momento sublime do futebol. Ainda mais quando é do seu time do coração em final de campeonato. Neste instante você extravassa, pula, grita, chora e o coração bate acelerado de tanta emoção. Não há como descrever tal sentimento.

Uma comemoração muito parecida vem se tornando comum nos dias de hoje. A comemoração de mortes. Primeiro foi Saddam, depois Bin Laden e agora Khadafi. Três mortes muito comemoradas pelo mundo afora. Tratavam-se realmente de monstros sem nenhum escrúpulos, que para conseguir seus ideais foram até as últimas consequências, mas que não exime o estranhamento em comemorar seus óbitos.

A desculpa usada por todos é que o mundo se tornará bem melhor sem estas figuras soltas por aí, mas o que se vê na realidade é que nada ou quase nada mudou ou mudará. Tais homens tem seguidores que pensam igual ou até mais perversamente que eles. Estes parecem estar na espreita só aguardando o momento de agir e começar tudo de novo. Além destes discípulos, outros crápulas estão espalhados pelo mundo e matar todos eles seria tarefa muito difícil. Comemorar tantos gols assim só juntando os de Pelé e Romário num mesmo documentário.

O mundo está mudado. O verbo comemorar sempre esteve ligado a contemplação, alegria, contentamento, etc. Hoje soa mais como alívio, vingança, ódio e outros sentimentos não tão bons.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Zé Fidalgo: um corno conformado

Zé Fidalgo nunca foi muito afeito aos serviços originalmente pensados para um homem. Em sua casa, no máximo trocava lâmpadas ou instalava gás para sua mãe, e isso com muita dificuldade e choradeira. Zé Fidalgo um dia conheceu Norma namorando-a por longos 5 anos até que se casaram. Norma já sabia muito bem quem era Zé Fidalgo. Um cara muito competente na sua área de atuação, mas uma tragédia dentro de casa.

Como Zé Fidalgo ganhava bem em seu trabalho, não foi difícil comprar aquela casa dos sonhos totalmente montada e quase toda mobiliada e equipada. O sujeito não precisou fazer sequer uma instalação elétrica ou colocar um pia no banheiro. A casa está ali, pronta e perfeitinha, no jeitinho de morar.

Com o tempo foram aparecendo os primeiros probleminhas. Uma goteira ali, uma infiltração acolá, um fio dando curto, o chuveiro parando de funcionar. Água saindo somente na pia da cozinha, pois as outras vazaram sem parar. Um caos tremendo. Por essa e por outras já estava se tornando situação corriqueira Norma reclamar com o marido. Ele por sua vez sempre dava a mesma resposta.

- Chame um desses caras "faz tudo" que ele conserta. Ele resolve. Não tenho tempo. Não mexo nisso...

Diante disso Norma resolveu arregaçar as mangas e tentar solucionar com seus próprios métodos todo aquele pandemônio que se apresenta numa casa semi-nova e que está prestes a explodir. Pegou a lista telefônica e ligou para vários serviços de "faz-tudo". Homens sarados e viris que com certeza resolveriam os problemas da casa. Esqueci de mencionar que Norma também não era muito bem recompensada em seus desejos sexuais. Zé Fidalgo como o próprio nome diz era fiel a seu trabalho e suas convicções. Gostava de tudo certinho e arrumado, mas mandar era a sua especialidade. Carinho para a esposa, só depois de muitos pedidos.

Com o tempo Zé Fidalgo foi notando que os problemas da casa iam desaparecendo e a normalidade pairava no ar. Norma já era uma mulher mais feliz e diferentemente de antigamente já se via frequentando a rua mais vez, coisa impensada em outros tempos. A vida começava a melhorar.

Zé Fidalgo começou a notar que sua fatura de cartão de crédito e até mesmo a conta conjunta que tinha com a esposa sempre estava mudada. O marido trabalhando muito e sem ligar para a casa e esposa. A esposa sempre feliz e a casa em ordem. O que estava acontecendo? Havia algo de errado naquele lugar. Não mais aguentando de tanta curiosidade, Zé Fidalgo prensou a mulher contra a parede e a perguntou:

- Norminha meu bem, o que está havendo? A casa está em ordem, você muito mais feliz e eu nada tive a ver com isso. Me explique essa mágica querida.

- Fidalgo, meu benzinho, não tem mágica nenhuma. Você não me disse pra chamar o cara, eu chamei. E não só um, vários de diversas especialidades e serviços.

Zé Fidalgo se virou, entrou no banho, foi dormir e nunca mais indagou sua mulher sobre esses assuntos. Hoje vivem feliz cada um a seu modo e jeito. Zé Fidalgo com sua fidelidade ao trabalho e Norma se utilizando dos serviços dos "caras" para ser feliz.

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sábado, 1 de outubro de 2011

O Rock in Rio é só do Rock?

Passada a primeira semana do Rock in Rio uma polêmica surgiu quando a cantora baiana Cláudia Leite esbravejou em seu blog contra as críticas recebidas pelo seu show e até comparou os roqueiros que não gostam de axé a Hitler. Acho que a loirinha pegou pesado, mas a partir daí surgiu a pergunta: O Rock in Rio é só do Rock?

Nas edições anteriores do festival, o rock claro foi o carro chefe, mas as misturas nunca deixaram de acontecer. Antigamente tais misturas pecavam na feitura do calendário de shows. Certa vez Carlinhos Brown fez o seu show no mesmo dia do Sepultura. Imagina o que rolou. Vaias e mais vaias para o baiano. Errado isso, mas fácil de entender. O público que lá estava naquele dia era formado exclusivamente por roqueiros e mais que isso: metaleiros da pesada.

Noto hoje que o calendário de shows foi melhor idealizado, pois Cláudia Leite tocou no mesmo dia de Katy Perry e Rihanna, ou seja, o público é quase o mesmo. Quem curte axé, quase sempre gosta de um pop gringo.

Concluindo acho que as misturas devem acontecer, mas com cuidado na hora da elaboração da agenda. O Rock in Rio é Rock só no nome, pois o ideal do festival é misturar e juntar as tribos musicais. Na verdade, quem leva essa onda de dinheiro e IBOPE para o Rock in Rio é o público do pop. Os roqueiros são mais reservados no que tange à divulgação e euforia. Guardam as forças para a hora do show.

O negócio é curtir o que rolar e respeitar o que não gostar. Não existe música boa ou ruim, mas sim gostos musicais variados.

Obs: Sou da turma do rock e espero ansioso por System of a Down!

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