O mundo de JPFOX. Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

E morreu o Zé


Zé vagava pelas ruas das redondezas. Cachaceiro nato e sabidamente um "noiado" de marca maior. Este era o Zé. Ouvia-se falar que muitas agrediu a própria mãe. Forte como um touro, soava-se muito mal pensar que tal brutamonte batia em uma idosa indefesa. Este era o Zé. Pedinte de cachaça e cigarros pelos bares da vida, Zé gastava os míseros trocados que ganhava como servente de pedreiro com pedras e pinga. Este era o Zé. Para surpresa de todos, Zé era pai. Pai de um garoto saudável e bonito, devia morar com a mãe, nunca soube ao certo. Lembro-me de uma ocasião em que estava bebendo no mesmo bar em que Zé pedia feito louco por pinga ou cigarro, quando seu filho apareceu. Zé sequer conseguiu pagar um "coquinha" de R$ 0,50 para o garoto. Este era o Zé.

Mas Zé morreu. Ficou doente em uma quinta, depois de vomitar a última cachaça que beberá na vida. Internado e com a saúde debilitada, Zé faleceu no sábado. No enterro do domingo, poucos parentes e amigos, Zé não tinha praticamente nenhum amigo. Somente os que pediam, fumavam e cheiravam junto com ele. Sinceramente, não sei se lá compareceram. Descansou o Zé. Descansou de que? O que fez o Zé no mundo? Mais uma vez falo que não sei, pois ninguém sabe o que faz por aqui. Este era o Zé. O falecido Zé.

Você já conheceu um Zé como esse?

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terça-feira, 27 de abril de 2010

O leão do mundo moderno

O mundo moderno de nada se difere a uma grande selva. Com suas espécies soltas e sem espaços demarcados fica difícil se sobrepor aos outros e ter seu valor reconhecido.

Escritores, músicos, artistas, jogadores de futebol, entre outros podem ser considerados estes leões. Todos que têm hoje seu valor reconhecido e a mídia que quiserem para se expressar. podem se considerar privilegiados. Do outro lado, está uma legião de fãs e seguidores que acompanham tudo sobre os mesmos e que fazem as maiores loucuras para se aproximar dos ídolos e/ou sem o mais parecido possível a ele.

Quando estas pessoas tem seu valor reconhecido, não se significa que respeitemos tudo que fazem e falam e sigamos incondicionalmente seus atos. Se fizéssemos isso estaríamos dando razões aos “ditadores da informação” que insistem em povoar o nosso imaginário com suas concepções que consideram verdadeiras e perfeitas para nós.

Na verdade, quem consegue ter ídolos e pessoas pelas quais se admira o trabalho e ainda assim consegue viver uma vida normal, pode ser considerado um “leão do mundo moderno”, pois apesar da enxurrada de informação que vem de blogs, twitter, TV, rádio, etc, sua opinião não é abalada. Tarefa fácil não é, mas não custa tentar.

Você também acha isso ou pensa que a galera acaba "viajando na maionese"?

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sábado, 24 de abril de 2010

Diário de um inútil


O sentimento é indescritível. Sentir-se dispensado, deixado à margem, simplificado e achar-se inútil. Ver que os outros servem e você não. Notar que tudo que faz, não chega a ser 0,1% do que outros fazem. Já desisti de tudo, não quero fazer mais nada. Se não sou melhor que ninguém, não serve. Quero ser único, o melhor, o especialista.

Não quero tapinhas nas costas, nem papo furado, quero deixar de inútil pulando para um patamar “top de linha”. Não sou melhor que ninguém, sou um fracasso.

Desde os tempos da escola, ficava sempre por último nos torneios de ping-pong e nem era escolhido nos jogos de futebol. Minhas notas eram as piores e nunca tinha destaque nenhum. As professoras sequer sabiam meu nome. Eu era um verdadeiro 0 à esquerda, hoje já sou um -1 à esquerda.

Termino dizendo que não mais escreverei neste diário. A caneta e a folha em branco parecem me dizer que não capaz, que não posso mais. Adeus a todos. Já estou atrasado para o trabalho. Aliás, nunca falei da minha profissão. Sou executivo de uma multinacional, tenho quatro carros na garagem e uma família linda. Que estranho. Por que nunca escrevi sobre isso neste diário?

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Um amor escrito nas estrelas

Foto: -ygor

Desde o início, notei que aquele dia seria estranho. Um dia que começou chuvoso e no seu decorrer descambou para um sol escaldante, fulminando com uma noite estrelada.

Me chamo Vinícius e me acostumei com esses termos astrólogos por ser cunhado de um astrólogo. Cara simpático e aparentemente amigável que estava com minha irmã há algum tempo. Ela uma médica de sucesso, louca por Engenheiros do Hawaii e Rolling Stones. Tudo parecia bem em suas vidas até aquela fatídica noite.

Lembro-me de ter olhado no celular, eram exatamente 9:14. Na sala rolava uma chata novela mexicana. Preferi ficar recolhido. Tinha acabado de chegar da academia, sou tímido e por isso ficava sempre na minha. O rádio baixinho sintonizado na 98 não foi capaz de evitar que eu escutasse o primeiro grito.

Parece que todo amor havia acabado, tinha ouvido certa vez, que os dois eram incompatíveis astrologicamente. Agora estava tudo explicado, era tudo uma mera relação de aparências, o que havia por trás eram brigas e mais brigas. Infelizmente aquela seria a última.

Um disparo marcou o início de tudo. Cheguei à cozinha e já achei minha irmã caída sendo alvejada em seu rosto. Num impulso que só se tem em momentos de perigo tentei furtá-lo de seu armamento. Foi tudo inútil. Senti apenas uma dor terrível abaixo do estômago e jorrar de sangue interminável. Parece que se arrependendo do factídigo caso, o próprio assassino se sentenciou com um tiro na cabeça.

Após isso tenho certeza que o amor está longe de estar escrito nas estrelas. Mal, mal em uma agenda rabiscada repleta de versos melosos que a namorada de um amigo meu, morto pelo crápula também no caso, abraçava ardorosamente no triplo enterro.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Onde estão as boas atitudes?

Foto: Ana Cotta

Reconhecer boas atitudes nos dias de hoje, se tornou tarefa bem árdua. Coisas banais e pequenas tomaram proporções impressionantes e gestos verdadeiros perderam o real valor. O grau de reconhecimento das boas atitudes se alterou drasticamente.

Ceder o seu lugar em um ônibus a um idoso ou gestante, ajudar um cego a atravessar a rua, cumprimentar um vizinho, respeitar ao próximo, entre outras coisas se tornaram boas atitudes e deixaram de ser obrigação de pobres mortais.

Por outro lado, gestos verdadeiros estão perdendo espaço, sendo rotulados como autopromoção. Apesar de muitas pessoas pensarem assim, existem as exceções, doar alimentos, roupas, brinquedos e muitas outras coisas ainda podem massagear o ego humano de um jeito belíssimo. Nota-se isso nas tragédias naturais que comovem boa parte da população, fazendo assim que muitos ajudem ao próximo.

No mais, as boas atitudes estão aí, importantes ou não, de maneira obrigatória ou caridosa, graças a Deus elas persistem, só não vê quem não quer. Melhor assim, o mundo seria bem pior se não estivesse como está.

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Futebol, aqui me tens de regresso...

Era quarta-feira. Um dia normal de trabalho (estressante e tedioso), havia acabado. Cheguei em casa mais cedo que o habitual e após "laricar" fervorosamente, liguei a TV em busca de entretenimento. Zapeando os canais me deparei com um jogo de futebol, não um jogo normal, não um time normal, era o Barça. Há tempos não via tanto espetáculo. Toques e dribles fácil, simples, era como uma brincadeira. Pensei estar vendo uma joguinho de "cumpadres", mas não era. Era valendo três pontos, era campeonato, era lindo, era espetacular, era o Barça. Ao fim da transmissão furtei-me de ver mais TV, pois show como aquele não irá acontecer de novo. Era impossível.

A tal impossibilidade tornou-se mentirosa quando mais tarde ligo novamente a TV e dou de cara com os "Meninos da Vila". Ainda não havia meia-hora de jogo e o placar já era de 3 X 0 se encaminhando para o quarto gol. Novamente tudo parecia fácil. Os dribles, as pedaladas, as brincadeiras, as dancinhas... Tudo era mágico.

O que fizera eu para merecer momentos de tanto prazer e alegria? Pensando bem não foi só eu. Milhares de amantes do bom futebol estão se deliciando seja em Terras Tupiniquins ou na Cataluna. Na verdade o mundo todo está vendo este show.

Será que o futebol voltou? Não sei. Só sei que está bonito e todos querem mais.

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sábado, 10 de abril de 2010

A chuva, as mortes e o futebol na hora errada

Moro em Minas Gerais, mas precisamente na região metropolitana de Belo Horizonte... tá bom, vou logo falar, minha cidade se chamada Raposos. Não mais do que 15 mil habitantes moram aqui e dependemos muito de nossas vizinhas Nova Lima e Belo Horizonte.

Nestes dias fomos apresentados a um velho amigo: o frio. Isso mesmo. O outono ainda nem começou direito e já estamos tirando os agasalhos do armário, nos protegendo do jeito que dá. Até uma gripe já me pegou. Atchim!!! Desculpe-me.

Enquanto isso ligo a TV e vejo a destruição que outra intempérie fez com nosso co-irmão Rio de Janeiro. Dizem que desde a década de 60 não chovia tanto em terras fluminense. Pessoas não conseguiram ir onde gostariam e outras não conseguiram retornar de onde estavam. Especialistas disseram que o montante de água seria capaz de encher 300 mil piscinas olímpicas. Algo impensável.

Como 99% das cidades do país, o Rio não foi planejado para isso. Cresceu muito com a chegada da República e este crescimento se deu nos morros criando assim favelas e aglomerados. Não deu outra. O povo destas localidades foi o que mais sofreu. Vidas foram perdidas e lágrimas foram derramadas aos montes. Uma tragédia.

Enquanto a população contava os mortos e procurava por desaparecidos, em um imundo e barrento Maracanã, Flamengo e Universidad do Chile jogavam pela Copa Libertadores. Apenas 15 mil corajosos compareceram ao jogo. O clima não era favorável. Quando falo clima, não falo do tempo, mas sim do psicológico. Uma cidade que em dois ou três dias perde quase três centenas de habitantes não pode festejar nada. O futebol é festa e não havia nada para comemorar. Uma insensibilidade.

Enquanto passamos frio nas Minas, o Rio fica debaixo d'água. E olha que são estados vizinhos. Um país continental e tão diferente pode nos proporcionar situações inusitadas como essa. Pena que muitas dessas situações não são nada agradáveis. Infelizmente!

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domingo, 4 de abril de 2010

Nada me faz gostar do MSN


Em tempos de Páscoa, de se presentear com chocolate, de lembrar-se de Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitado, ou seja, tempo de amor e compreensão. Mas na contramão deste pensamento, chego eu, JPFOX, mais uma vez para conclamar o meu repúdio a uma ferramenta muito difundida nos dias de hoje, mas que para mim, não passa de um chato de galocha: o famigerado MSN.

Tudo isso tem uma explicação. Não é que o programa seja ruim, longe disso, o que é chato e me desanima e muito são as pessoas que dele se utilizam. Ainda não joguem as pedras. Nem todas as pessoas são assim, somente aquelas que não te deixam em paz. Imagine a cena: você precisa encontrar um coisa na rede, fazer uma outra coisa com alguma pressa ou até mesmo utilizando o programa para conseguir alguma informação com um contato. Tudo isso se torna uma árdua tarefa quando aquele seu contato (chato) de plantão não pára de encher o saco para te perguntar se está bem, se vai sair no fim de semana, para te cantar, para ficar mandando mensagens com aquelas letrinhas ridículas e muito mais. Ninguém merece.

O prático de plantão falaria então: se não gosta não abra o programa, desinstale, faça alguma coisa. Na verdade eu não quero isso. Desejo e muito utilizar o programa, usufruindo de todas as suas funcionalidades e benfeitorias, o que não quero mesmo é ficar batendo sempre de frente com os chatos que sempre estão online. Neste momento meu MSN está aberto, mas estou invisível, ouvi falar que já existe um programa que identifica quem está tentando se esconder. Sendo assim, posso dizer: “PQP!!!!! Como tem programador chato pra caramba neste mundo né?!?!”

Acho que vou mudar o status para disponível, mas o primeiro chato que vier me encher o saco vai me fazer não só fechar o MSN, como também qualquer outra janela que faça contato com outras pessoas. Será que não se pode ficar só por um momento neste lugar chamado internet? Vou sair para a rua. Lá se pode ficar mais compenetrado e tranqüilo em meio à multidão. Até mais.

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