
Moro em Minas Gerais, mas precisamente na região metropolitana de Belo Horizonte... tá bom, vou logo falar, minha cidade se chamada
Raposos. Não mais do que 15 mil habitantes moram aqui e dependemos muito de nossas vizinhas Nova Lima e Belo Horizonte.
Nestes dias fomos apresentados a um velho amigo: o frio. Isso mesmo. O outono ainda nem começou direito e já estamos tirando os agasalhos do armário, nos protegendo do jeito que dá. Até uma gripe já me pegou. Atchim!!! Desculpe-me.

Enquanto isso ligo a TV e vejo a destruição que outra intempérie fez com nosso co-irmão Rio de Janeiro. Dizem que desde a década de 60 não chovia tanto em terras fluminense. Pessoas não conseguiram ir onde gostariam e outras não conseguiram retornar de onde estavam. Especialistas disseram que o montante de água seria capaz de encher 300 mil piscinas olímpicas. Algo impensável.

Como 99% das cidades do país, o Rio não foi planejado para isso. Cresceu muito com a chegada da República e este crescimento se deu nos morros criando assim favelas e aglomerados. Não deu outra. O povo destas localidades foi o que mais sofreu. Vidas foram perdidas e lágrimas foram derramadas aos montes. Uma tragédia.

Enquanto a população contava os mortos e procurava por desaparecidos, em um imundo e barrento Maracanã, Flamengo e Universidad do Chile jogavam pela Copa Libertadores. Apenas 15 mil corajosos compareceram ao jogo. O clima não era favorável. Quando falo clima, não falo do tempo, mas sim do psicológico. Uma cidade que em dois ou três dias perde quase três centenas de habitantes não pode festejar nada. O futebol é festa e não havia nada para comemorar. Uma insensibilidade.
Enquanto passamos frio nas Minas, o Rio fica debaixo d'água. E olha que são estados vizinhos. Um país continental e tão diferente pode nos proporcionar situações inusitadas como essa. Pena que muitas dessas situações não são nada agradáveis. Infelizmente!
um certo imbecil chora pelo pré-sal, chama globais para gritar pelo pré-sal. na hora de suar a camisa para tragédia, culpa o homem.
ResponderExcluirfiz coments mas nem foi q coisaaa..
ResponderExcluirtai denovoo
a tragedia seria bem menor ou nula se nao tivessem invadido o morro errado. isso falando desse acontecido. qnto a demais tragedias do msm tp, sempre o homem q tem culpa: ocpupaçoes errados e desrespeitosas à naturesa.
e viva o futebol!!!
http://insanidadecoerente.blogspot.com/
relemnte a chuva é algo preocupante em todo o nosso pais, n importando se a cidade é grande como o Rio ou pequena como a sua ou a minha.
ResponderExcluirDeveria haver uma preocupação maior e uma prevenção
belo blog muito bom
xau ate aproxima postagem
Aqui também choveu bastante, mas nada comparado ao Rio. Acompanhei o desastre pelos jornais e fiquei preocupada com alguns familiares que moram por lá.
ResponderExcluirConcordo contigo que o futebol é uma festa e realmente não há o que comemorar. A realidade é que tragédias só abatem realmente aos que sofrem o prejuízo, no mais o que fica é o sentimento fraterno e a vontade de querer ajudar (sendo que o segundo não é comum a todos).
Parece que uma coisa cósmica conspirou contra o time carioca, que acabou cedendo o empate no último minuto.
ResponderExcluirabç
Lunaticools
Tambem concordo, acho que esse jogo deveria ser adiado,muita falta de noção quem foi.
ResponderExcluirA decisão de desmarcar um jogo é bem mais complexa do que a gente imagina.
ResponderExcluirOlá!
ResponderExcluirSou mineiro como vc, só que moro em BH. O frio essa semana realmente arrebentou, principalmente para quem trabalha de manhã. Enquanto isso, vemos o povo do Rio sofrendo com as conseqüências das enchentes e deslizamentos. Gostei da crônica e do modo como vc escreve parecendo uma conversa.
Abraço
um absurdo fazer esse jogo do flamengo à tarde. o mundo caindo e o pessoal indo em jogo.
ResponderExcluirabraço
A natureza pede passagem...
ResponderExcluirÉ triste, muito triste!
ResponderExcluirabs,
seuanonimo.blogspot.com