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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Os profetas do acontecido


Ultimamente estamos acompanhando uma proliferação gigantesca de profetas mundo à fora. Seja para indicar o fim dos tempos, os destinos da economia mundial ou situação climática da Terra.

Mas um tipo muito peculiar de profeta surgiu no futebol brasileiro, e se espalhou como doença viral. Falo do "profeta do acontecido". E o que vem a ser o "profeta do acontecido"? Como o próprio nome já fala, é o indivíduo que só dá sua opinião depois do caso resolvido, quando já está mais do que provado que aquilo aconteceu realmente. As chances de erro são de 0%.

Alguns exemplos:
  • Comentarista de futebol: Eles sempre dão sua opinião antes da partida, escolhendo o time favorito, os jogadores que vão se destacar e a melhor tática a ser utilizada pelo técnico. No fim ficam de "cara grande" quando o que preveram acontece totalmente ao inverso. No comentário final mudam inexplicavelmente de opinião e contradizem o prognóstico inicial. Afinal comentarista futebolístico bom tem que saber de tudo, até do resultado final da partida.
  • Comentarista de arbitragem: Esse é mais cara-de-pau que o primeiro. O lance acontece. Ele dá seu veredito e ainda por cima detona o probre árbitro do jogo. Em seguida vem o replay com 500 câmeras diferentes desmentindo "Vossa Majestade O Comentarista de Arbitragem". O novo "Deus do Futebol Nacional". Diante desta situação ele solta a célebre fala: "é um lance muito difícil para a arbitragem". Ora bolas... se era difícil, então por que se manisfestar com tanta veemência? Por que sabe tudo de arbitragem?
Obs: Repare que os mais famosos comentaristas de arbitragem do país, quando apitavam, cometiam erros grotescos, às vezes até piores que os árbitros da atualidade. A dica está aí. Quanto mais se errar na carreira, mais chances de virar comentarista de arbitragem na TV. Acho que tem um árbitro por aí que está quase prontinho.
  • Técnico de futebol: O time vai fazendo uma péssima partida e a torcida já apupa o treinador e seus comandados. Sem ter muito o que fazer, o pobre técnico coloca em campo as peças que tem no banco de reservas e reza para que dê certo. Como a sorte persegue alguns técnicos, a mudança dá resultado e o time engrena e ganha a partida. Na coletiva de imprensa o treinador se vangloria de suas mexidas falando que já estava prevendo que o êxito era garantido.
Assim vão se formando os grandes gênios futebolísticos do Brasil que em alguns casos chegam a ganhar "rios de dinheiro". Vai entender de futebol assim lá longe!!!

Se você nunca reparou nisso, passe a acompanhar mais detalhadamente as transmissões futebolísticas. Quando você menos esperar vai aparecer um "profeta do acontecido".

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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O dia em que todos ficaram dentro do mesmo saco


Moro numa cidade pequena, bem pequena. Fica na região metropolitana de Belo Horizonte, mas por seus modos provincianos parece estar localizada no Vale do Jequitinhonha. Por aqui não pode dar um ventinho ou ameaçar uma chuva, que a luz está acabando. Nós que já estamos "acostumados" com a situação, sempre temos uma vela por perto.


No dia do apagão, minha cidade, como sempre "injustiçada", não foi atingida. Assistimos de camarote, o "bréu" que se formou em grande parte do país, incluindo nossas gigantes metrópoles: Rio de Janeiro e São Paulo.


Fiz questão de acompanhar as notícias que pingavam no twitter e percebi que a galera se virava pra se comunicar. Uns pelo celular com tecnologia para web, outros se aproveitando da bateria do notebook em parceria com de mini-modem e por aí vai. Neste momento, notei a gravidade da situação. Afinal não eram os "jecas" da minha cidade que estavam no escuro, mas sim gente de outro naipe.


Imaginem a situação: como será que estava se virando o grande RONALDO FENÔMENO, em sua casa, apartamento, mansão ou seja lá o que for? Será que ele improvisou com uma vela ou arrumou um lampião emprestado com algum de seus empregados?


Será que no Rio a família MARINHO tinha gerador em casa? Se não, coitados! O bispo EDIR MACEDO em Sampa devia ter. Se o tivesse, poderia emprestar aos MARINHOS. "Camaradagem entre co-irmãs"!


Os atores globais com toda a empáfia que lhe são peculiar devem ter ficado muito assustados com tremenda escuridão. A caminhada pelo calçadão de Copacabana haveria de ficar para outro dia. A festa na casa da socialite também tinha que ser marcada para outra data. Que merda!!! O caviar e o champagne já estavam no "jeito".


Fim dos tempos!!!


SERRA no escuro. BONNER no escuro. MARCELO TAS no escuro. LUCIANO HUCK no escuro. ROBERTO JUSTUS no escuro. SUZANA VIEIRA no escuro. GUGU no escuro. ADRIANO "O IMPERADOR" no escuro. Aquele "MANO", no escuro. Aquela "PEIXE", "SANGUE BOM", no escuro.


As maiores empresas e as pessoas mais "importantes" deste "humilde" país no escuro. Itaipu mostrou ser uma empresa preocupada com o social, pois humanizou o Brasil. Antes só a morte igualava as pessoas por aqui, agora o apagão mostrou-se também bastante eficaz.


Saiu até na CNN.


Enquanto isso quando minha pequena cidade fica às escuras e temos como alternativa ligar para o call center da concessionária:


- Alô. É da CEMIG?


- Sim.


- É que minha cidade está sem luz desde ontem.


- Senhor, estamos trabalhando para resolver o assunto o mais rápido possível. Peço que aguarde por pelo menos 24 horas.


- Mas...


- Tututututututu...


- Desligou.


Pelo menos por um dia todo mundo ficou dentro do mesmo saco. E este saco devia ser bem grande.

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Controvérsias da vida

Sábado passado estava eu no terraço como sempre. A maior parte de minha vida estive neste local. Ouvia várias músicas que gosto, tirando do sarcófago algumas pérolas, entre elas o D2. Sim Marcelo D2. Mas aí você vai dizer, as músicas do D2 estão em todas as paradas de sucesso... na verdade estava ouvindo a já extinta banda Planet Hemp, que tinha além de D2, a presença de B Negão, Black Alien e outros. Tal banda, para quem é mais novo, era acusada de fazer apologia às drogas, diversas vezes seus integrantes foram presos (inclusive D2). Resquícios de ditadura como diria Marcelo Falcão do Rappa.

Entre música e outra, refrões e refrões iam badalando na minha cabeça: "quem é que joga a fumaça pro alto", "eu canto assim porque eu fumo maconha", "Planet Hemp fazendo a sua cabeça", "legaliza ganza", etc. O som estava na maior altura e podia ser ouvido na rua de baixo, nesse ritmo os vizinhos devem ter falado: "tá vendo... é o maior maconheiro", "outro nóia no bairro", daí pra pior. O legal da história é que nunca (NUNCA MESMO!!!!!!!!!!!!!!) peguei em um cigarro de maconha, fumei alguns Carlton para experimentar, mas não gostei, da idéia, na verdade o meu trago era uma tragédia. Que sorte!!!! Daí vem a controvérsia: como pode alguém que nunca fumou, não usa drogas (tirando álcool), gostar de Planet Hemp ou de qualquer outra banda ou pessoa tachada pelos OUTROS como sendo impróprio ou incorreto. Simples resposta. A música ou as pessoas não fazem apologia porra nenhuma ou se fazem, só os fracos se deixam levar.

Falando em drogas, lembrei-me do meu prefeito (não que seu governo seja uma bosta, o pobre coitado nem completou um ano e já o afastaram). Saiu até no Fantástico. Preso em BH com crack e ainda por cima, dormindo com um "traveco". Lamentável!!!!!!! Se o chefe do executivo faz isso, imagina eu???? Pensaria um jovem de minha cidade.

A alegação a ser dada é a mesma do caso Planet Hemp. Se uma pessoa fuma, cheira, injeta, bebe, se veste ou fala de uma forma, por que eu também??? A escolha é nossa, sempre nossa. O que acontece é que nunca somos responsáveis por alguns atos, sempre temos uma desculpa, pode ser uma música, um político, uma celebridade ou até mesmo a PQP...

Eu????????????
Errado????????
Pode ser!!!!
Não sei!!!
Há controvérsias...

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