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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Receita de amor no longinquo ano de 1856

O Brasil Império vivia o longinquo ano de 1856. Chegava às bancas o tradicional calendário da época chamado "Folhinha de Variedades para o anno bissexto de 1856". O anuário trazia informações sobre o Imperador Dom Pedro II, citava todos as datas comemorativas do Brasil, as fases da lua, entre outras coisas. Mas o que chamava a atenção dos leitores e mais ainda dos enamorados eram as dicas amorosas da época. Dentre elas pode-se citar o guia para saber qual flor comprar à mulher amada. Essa compra podia variar conforme o tamanho e tipo do seu amor.

Confira alguns exemplos:

Rosa branca - amor oculto
Cravo - amor fiel
Mirto - amor capaz de sacrifícios
Violeta - amor calado
Amarantho - amor puro
Flor de laranja - amor faceiro
Perpetua - amor alegre
Rosa encarnada - amor fogoso
Alecrim - amor ciumento

Quem dera um amor pudesse ser nos dias de hoje descoberto e refletido pelas flores que a amada recebe. Este guia foi criado num tempo em que andar de mãos dadas e passear pela praça era o máximo que podia acontecer num encontro e que o sexo só se realizava quase que com certeza após o matrimônio.

Hoje as floriculturas estão mais ou menos esquecidas. Dá-se mais valor à um presentes vultuosos do que uma singela lembrança como uma flor que poderá revelar um amor, seja qual for este amor.

Fonte: Revista da História da Biblioteca Nacional - Maio de 2010

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