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sexta-feira, 10 de junho de 2011

O dia em que o Cruzeiro entrou em campo derrotado e saiu como campeão do Brasil

Meu falecido pai que Deus o tenha estava bem pessimista com este jogo. Logo ele, cruzeirense doente, que não se deixava abater por qualquer tropeço azul e que gozava os rivais com toda vontade. A desconfiança vinda do meu pai não era atoa. O Cruzeiro empatará o primeiro jogo contra o Palmeiras em pleno Mineirão e tinha que vencer em São Paulo para conquistar a Copa do Brasil de 1996.

Você pode pensar assim: "vencer o Palmeiras em São Paulo não deve ser difícil". O que acontece é naquele ano o Palmeiras era disparado o melhor time do país. Tinha o melhor técnico, Vanderley Luxemburgo, o melhor elenco, com estrelas como Djalminha, Rivaldo, Luizão, Clébão, Junior, Cesar Sampaio, Muller, entre outros. Consequentemente era o time mais badalado. As redes de TV transmitiam até o treino do Palestra. Quando da final da Copa do Brasil, os comentaristas não fizeram rodeio para opinar sobre o favorito: Palmeiras é claro.

Das Minas Gerais vinha um humilde, mas raçudo Cruzeiro, comendo pelas beiradas e bem treinadinho pelo ótimo Levir Culpi. Falam que todo bom time começa por um bom goleiro e o Cruzeiro não tinha esse bom goleiro, mas sim o ÓTIMO, ESPETACULAR, MURALHA AZUL - DIDA. A defesa era comandada pelo experiente capitão Nonato, o meio tinha a categoria de Palhinha e o ataque era formado por Roberto Gaúcho e pelo "Flecha Azul" Marcelo Ramos.

O jogo começou a todo vapor com o Palmeiras pressionando e o Cruzeiro se defendendo como podia. Dida se virava e os chutões eram a melhor saída. Não demorou muito para o Palmeiras abrir o placar através de Luizão. O Cruzeiro custou a se acertar em campo e depois de várias tentativas frustradas do Palmeiras, o time azul empatou através de Roberto Gaúcho em falha espetacular de Amaral (queridinho do Brasil, jogador de Seleção e um dos boleiros mais feios que já se teve notícia).

No segundo tempo o jogo foi mais pau a pau. O Palmeiras criou o lance que culminou com uma das maiores defesas que vi Dida fazer com a camisa do Cruzeiro. Quando Dida não defendia ainda existia um pezinho salvador para salvar a bola das redes. O alviverde paulista já ficava nervoso, pois o gol não saia e num contra-ataque Palhinha quase marcou por cobertura. O lance fatal saiu por volta dos 35 minutos. Roberto Gaúcho caiu pela esquerda como ponta que era e num despretensioso cruzamento não segurado por Veloso, Marcelo Ramos aproveitou e mandou a bola pro fundo do gol. Notou-se um silêncio inacreditável por todo estádio, principalmente nas cabines de imprensa. Jornalistas não conseguiam explicar o que estava acontecendo. Todos ficaram perplexos, menos os cruzeirenses.

Meu pai e eu já não nos aguentávamos de tanto comemorar. Antes a desconfiança, agora a alegria da vitória. Um time antes desacreditado e humilhado por tudo e todos era CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL DE 1996. Um dos jogos do Cruzeiro que não me sai da memória. A partir deste dia tive a certeza que o futebol é o esporte mais inexplicável do mundo. O imponderável sempre pode acontecer. Sorte que desta vez ele estava do nosso lado.

Time base do Cruzeiro: Dida; Vítor, Gelson Baresi, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Cleisson e Palhinha; Marcelo Ramos e Roberto Gaúcho. Técnico: Levir Culpi.

Acompanhe todos os gols do Cruzeiro naquela Copa do Brasil. A imagem não é das melhores, mas o hino do Cruzeiro cantado por Samuel Rosa supre qualquer desconforto.

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